2010 - 2014
2014 - atual

DRY-15

"Motociclista é um estado de espírito onde se está bem longe da pasmaceira humana, da acomodação, da facilidade. É um estado de alma que define e separa o ser esportivo do bicho de gabinete. Aos que se têm coberto pelo manto pesado da mediocridade, aos que se têm omitido da alegria em nome da segurança, com muita razão a motocicleta se nega. Aos insensatos ela jamais olhou. Os indiferentes ela tem esquecido. Alguns a detestam. Outros amam-na sem restrições, apaixonados, fanáticos. Aos medíocres, é interditada. Aos brilhantes, abre os braços de amante incondicional, cantando o hino empolgante da vitória e do amor. Mas a ninguém sobra o direito da indiferença por fato um simples fato: ela não foi concebida para a indiferença nem o anonimato. Andar com ela é estar acima do cotidiano. É viver à parte, como os grandes independentes, os que não estão na fila, os que saíram da multidão. É viver fora da mesquinharia, da pobreza de expressão, do riso dos tolos, da burrice massificada. Rodar de moto é ainda a paixão pelo risco calculado, o gosto que consagra os que não vivem escondidos com medo da vida. É desprezo pelo banal."  - Zé Albano(fotógrafo)

  

O COMEÇO...

 Passei a minha vida sobre duas rodas quase sempre rodando sozinho. Colocava minha individualidade em primeiro lugar, mas levava comigo desde cedo os princípios básicos que regem o caráter do verdadeiro motociclista, todos os acidentes que eu via na estrada eu parava para socorrer, as vezes correndo até riscos. Nunca deixei um companheiro de estrada sozinho ou sem meu apoio, me adaptava rápido a qualquer situação... me virava em qualquer situação. Ao longo dos anos, viajei por muitos lugares do nosso lindo Brasil, vi coisas que até meus olhos duvidaram. Percorri os Pampas Argentinos, subi as Cordilheiras dos Andes e vi a beleza do Atacama Chileno, e foi lá, no deserto que comecei a ter os primeiros pensamentos de mudança dos meus conceitos, um desejo de reativar meus ideais, retribuir tudo que o motociclismo já me deu de alegria e de bons momentos. Foi na RUTA 5 para ser mais exato e digo de passagem: É para mim uma das estradas mais bonitas do mundo; que me veio pela primeira vez a ideia de formar um moto clube e canalizar tudo que eu havia aprendido e tirado como lição do que pode ou não dar certo. Já tinha experiência o suficiente para transformar isso numa realidade(fiz parte dos Lobos SP e dos Imperdoáveis CE), mas ainda achava que devia esperar o momento certo, pois tinha que achar as pessoas certas para desenvolver esse novo projeto. Não seria tão simples assim... Sempre relacionei a motocicleta a um cavalo mecânico imaginário, onde podemos sentir e saborear nas devidas proporções o que os antigos sentiam, o sabor da liberdade, o poder de ir a qualquer lugar sentindo o vento na cara, o cheiro da natureza em movimento; mas também o que os antigos passavam e enfrentavam como o clima imprevisível e traiçoeiro, as surpresas nem sempre agradáveis. Chegava a dar uma tapinha no tanque da moto quando passava por uma situação ileso, como se a moto tivesse vida e entendesse meus sentimentos...como se pudesse relinchar. De um jeito ou de outro eu vivia tudo isso intensamente, me sentia vivo, aceso seria a palavra certa e muito feliz! A relação com a motocicleta para mim é quase espiritual...sempre foi assim. Viajei em busca de entender um pouco esse mundo que me fascinava, fui aos grandes encontros, estive com os maiores moto clubes e sempre me senti bem entre eles, gostava daquela "irmandade", da camaradagem que rolava, do espírito guerreiro que alguns tinham, fui vendo e aprendendo. Fui sempre muito bem recebido por onde passei, durante essas andanças, dormi nas sedes dos Balaios RJ, Carcarás DF e Lobos RJ, conheci os Hells Angels RJ e os Abutres SP. Me identifiquei de imediato com o mundo dos moto clubes, mas era muito "eu" para fazer parte de um MC naquela época em questão. Com o passar do tempo vi crescer a banalização e a multiplicação dos MCs por todos os cantos desse país, a moda dos brasões e dos escudos nas costas como se fosse uma fantasia de carnaval. Muitas empresas de eventos, ou pessoas interessadas nesse meio criaram moto clubes com o intuito de se dar bem financeiramente, saindo completamente da filosofia motociclista. Os moto clubes passaram a ser um pretexto. Nada contra, mas e a essência da camaradagem? E o legado deixado pelos primeiros motociclistas que andavam naquelas máquinas precárias se comparada com as nossas motos, ou rodavam em estradas mal acabadas num transito caótico e sem regras ainda claras? E o espírito livre que de tão livre era considerado rebelde? Eles se foram, mas não foram esquecidos por mim e transmitir isso era mais importante do que simplesmente abrir um moto clube por abrir. Era preciso ter essência, alma. O Estado do Ceará carece de um moto clube forte e de peso e isso sempre me incomodou, estava na hora de mudar essa história. São poucos os que realmente funcionam. Juntei então o que aprendi com os erros cometidos pelos MCs que participei e  somei com a minha determinação em acreditar que é possível se você acreditar que realmente é possível. Estava na hora de fazer acontecer. Havia chegado o momento. Com o intuito de reerguer a cultura motociclista e reunir homens livres em prol de um ideal, eu procurei no meio, aqueles que considero serem  as pessoas adequadas a  dar vida a esse projeto. As pessoas que juntas iriam refazer e escrever uma nova história no motociclismo cearense, dando vida a um autêntico e diferenciado MC que se propõe e tem a ambição de ser um exemplo de organização e união para os outros moto clubes. Não queremos os discursos longos e cansativos, mas a palavra objetiva e direta...não queremos a falsa irmandade, pois isso não se compra, se constrói com unidade e companheirismo...não queremos mais fugir de nós mesmos, mas ir de encontro com coragem e hombridade ao destino que nos uniu, não queremos o banditismo mas o motociclismo em sua essência.  Durante esse caminho de busca fui surpreendido e como por encanto, os motociclistas certos e na hora certa foram aparecendo...como se o espíritos dos antigos estivessem me escutando e resolvessem me dar uma mãozinha. Gente que já tinha sido sondado por outros moto clubes, gente avesso a grupos e regras, gente que nem sabia o que era um moto clube...todos foram absorvidos, todos foram mudando seus conceitos e se desarmando de suas desconfianças, assumindo um compromisso que vinha de dentro, da fé de aquilo que não se explica, de construir algo para esse moto clube, mas também para si mesmo. Isso só me faz crer que esse moto clube é muito especial por que as pessoas que fazem parte dele são especiais também. Acho que todos que fazem parte da família DRY-15 devem estar satisfeitos e de bem consigo mesmo, pois encontraram seu destino, nossos caminhos se cruzaram para dar vida a esse sonho. Que o gigante desperte. O espírito de aventura, a personalidade destemida e a paixão sobre duas rodas formam o caráter de cada membro desse clube que já nasce forte e organizado.    

 

QUANTO AOS MEMBROS FUNDADORES...

 

Somos uma raça diferenciada essa que é a verdade.  Andamos sobre duas rodas em meio a esse transito caótico, corremos riscos e temos ciência de que o motociclismo é mais arriscado do que qualquer outro meio de transporte, do que qualquer esporte radical, mas não estamos nem aí para isso. Não somos homens de ficar acuado ou com medo, nem de fugir daquilo que realmente somos. Nos sentimos bem sobre duas rodas. Como se fosse uma extensão do nosso próprio corpo. Muito de nós tem filhos, uns são casados outros solteiros, possuimos laços familiares fortes, temos as nossas batalhas do dia a dia, nosso trabalho, nossas vidas particulares, mas somos parte de um mundo mítico também. Em cada um de nós há uma chama inexplicável que nos mantem acesos e sensíveis a vida ou a morte...sentimos a presença dos "antigos", os desbravadores, os aventureiros, os outsiders que andavam em seus mustangs, livres e disposto a encarar o que viesse, que se arriscavam, se colocavam a prova. Eles estão sempre por perto, acredito muito nisso. Quando nos expomos a vida e aos seus riscos, dá quase para ouvi-los... Nos sentimos bem entre os iguais, gostamos de rodar juntos, sentimentos estranhamente casados com a nossa individualidade característica e quando isso acontece com naturalidade é por que atingimos uma maturidade que só os grandes possuem. Muitos foram abordados pela minha pessoa no ínicio, alguns erão conhecidos meus, outros completos desconhecidos... até então. Alguns ficaram no caminho, outros desistiram, mas como dito antes, o destino conspirou a nosso favor. O Moto Clube DRY-15 se solidificou desde a sua fundação. Todos entenderam que o estatuto está aí para filtrar as nossas diferenças e manter a ordem em grupo. Todos assumiram sua posição numa corrente imaginária que mantem esse grupo ativo e coeso. Todos absorveram a essência do que é ser um DRY-15, um LAGARTO. Cada membro sem exceção de ninguém tem a paixão nos olhos, o compromisso na veia e a certeza no coração. Existe um longo caminho para se firmar como um DRY-15. É necessário vencer preconceitos, atravessar barreiras e calar o pior inimigo...aquele que mora dentro de cada um de nós. É necessário abrir seu coração e se despir de vaidades para entrar nessa grande viagem. Temos duas palavras que são referências em nossas atitudes: ORGULHO e UNIDADE. Esse é um Moto Clube único em diversos aspectos... Muitos andam de speed, outros de custons e alguns de trails. Uns tem tempo, outros se esforçam para ter. Enfim, essa é a beleza de tudo, a pluralidade aflorada desse grupo maravilhoso que se funde numa unidade sólida moldada nos mais nobres ideais do moto clubismo.

 O motociclismo não é um divisor, mas um unificador. Resgatar essa cultura criada pelos pioneiros do motociclismo, em meio a um mundo mesquinho e individualista, já me faz eterno...já me sinto entre eles...já faz valer apenas. Sentimento compartilhado entre nós.

 "Não adianta criar um grande barco se você não puder coloca-lo ao mar. Sozinho jamais conseguiria, mas unindo forças tenho certeza que sim. Cada um, cada membro, despidos de qualquer vaidade, vai  empurra-lo até o mar dos sonhos, vai içar as velas, desfazer as amarras, levantar a bandeira do DRY-15 MC até o alto do mastro para que fique bastante visível e então sairemos juntos nessa jornada, navegando rumo a glória...obstinados em fazer história."                                 

                                                                                 Abner300

                                                      Fundador e primeiro Presidente do DRY-15 MC 

                                                     

  
O NOME: O nome a princípio não era esse, tinha vários outros, tais como Rockers 59, Alados e Hoplitas. Foi numa conversa com o Big Japa que ele me disse que seria melhor termos um nome diretamente relacionado a nossa região, mas que não fosse comum. O Jack( que estava encarregado em dar vida ao brasão) então sugeriu via e-mail o nome DRY-15 explicando seu significado, uma referência a seca de 1915...achei tão diferente e estranho que mandei o e-mail para o Big Japa e para o um outro amigo para ouvir a opinião deles. Os dois acharam o máximo. Fiquei sensibilizado na mesma hora e fui pesquisar mais sobre o assunto. A medida que eu me aprofundava, mais certeza eu tinha que esse nome era iluminado, forte e denso. Não havia mais dúvidas...era DRY-15 MC.

                                                      

A SECA DOS 15: Em 1915 o nordeste brasileiro foi assolado por uma seca terrível conhecida como seca dos 15. Decididamente aqueles não seriam anos bons para os cearenses. Um pressentimento ruim tomava conta de todo mundo. Toda população dependia de alguma forma da agricultura e a agricultura dependia das chuvas que já não vinham a muito tempo. Os comerciantes ficavam sem ter para quem vender, além disso ainda estavam sujeitos a saques dos flagelados, ou o que era mais comum, acabavam tendo que dividir o pouco que tinham com parentes e agregados mais necessitados, era uma situação desesperadora. O ambiente era pesado e para muitos só restava rezar...

Relatório da Inspectoria Federal das Estradas - Benedito Genésio Ferreira - A estrada de Ferro de Baturité: A miséria campeava infrene e terrífica em toda extensão do território cearense, e não havia lar que não tivesse sido assaltado pelo abutre da fome, com as suas garras aduncas e afiadas. A cidade de lguatú, mais que as demais situadas a margem da via-ferrea, regorgitava de famintos d'este e dos estados visinhos acossados também pelo excepcional flagello, reduzidos a penúria extrema - sem pão e sem abrigo.

A miséria, consubstanciada nos trapos esquálidos e na cachexia profunda dos infelizes retirantes, emergia de todos os pontos da cidade. Era que em seu seio - praças, ruas e cercanias - achavam-se acantonadas cerca de 15.000 indigentes, todos a expensas exclusivamente da caridade particular já esgotada, aguardando, anciosos e com impaciência inquietadora de quem aspira com vehemência ver o término de seus sofrimentos, o início dos trabalhos do prolongamento da Estrada de Ferro de Baturité. A varíola, em virtude da grande aglomeração de emigrantes e falta absoluta de hygiene entre elles, não se fez esperar; manifestou-se ameaçadora em diversos abarracamentos, sendo, porém, logo debellada, graças ao emprego de medidas enérgicas tomadas por este districto, - mandando isolar os pestosos e desenvolver com actividade a vacinação.

Nesse ano Fortaleza foi invadida por retirantes durante a grande seca. O governo acuado desenvolveu alguns métodos radicais para cuidar desse povo, um deles era mandá-los para a Amazônia onde havia prosperidade com a exploração da borracha. Neste ano estima-se que 50.000 retirantes migraram somente para a Amazônia em navios ou trens custeados pelo governo. O outro método para lidar com os retirantes foi a construção de campos de concentração, atitude desesperadora em meio ao caos que se instalava. Eram conhecidos como os campo do inferno. "E você tem visto muito horror no campo de concentração?", pergunta o sertanejo Vicente a Conceição, personagens do romance O Quinze, da escritora Rachel de Queiroz. Os dois conversam não sobre as prisões nazistas construídas durante a Segunda Guerra Mundial, ou seja, quase três décadas depois, mas sobre os currais erguidos no Ceará pelos governos estadual e federal para isolar os famintos da seca de 1915, considerada uma das mais trágicas de todos os tempos do Nordeste. O objetivo dos campos era evitar que os retirantes alcançassem Fortaleza, trazendo “o caos, a miséria, a moléstia e a sujeira”, como informavam os boletins do poder público à época. Naquele ano, criou-se o campo de concentração do Alagadiço, nos arredores da capital cearense, cenário do livro de Rachel, que chegou a juntar 8 mil esfarrapados, que recebiam alguma comida e permaneciam vigiados por soldados.
A segregação dos miseráveis era lei, mas chegou um momento em que o flagelo em massa era tão chocante, com uma média de 150 mortes diárias, que o governo do Estado ordenou, em 18 de dezembro de 1915, como contam os arquivos dos jornais da época, a dispersão dos flagelados, ou “molambudos”, como eram também conhecidos. Segundo o historiador Marco Antônio Villa, autor de Vida e Morte no Sertão, durante a seca de 1915 teriam morrido pelo menos 100 mil nordestinos. Outros 250 mil migraram para escapar da morte. Mas em meio a tudo isso, seja nas cidades ou no sertão, muitos venceram a "velha do chapelão"- como a fome e tudo que ela carregava junto era conhecida no imaginário do semiárido.
O nome DRY-15 é uma homenagem direta a determinação, a raça, o espírito de sobrevivência e a força desse povo destemido que passou por muitas dificuldades básicas de sobrevivência as quais de um jeito ou de outro carregamos no nosso sangue ou no nosso DNA.

                                        

O ESCUDO CENTRAL OU BRASÃO: Todos sabem da importância e significado das caveiras para os motociclistas, mas achava mt repetitivo e seria comum o nosso escudo com caveira humana por mais doido que fosse. Então decidimos usar um animal que representasse a nossa região e esse espírito de sobrevivência aguçada. Decidimos pelo lagarto monitor Tejú, mas não um Tejú real, mas seu esqueleto na forma tribal saindo da escuridão e disposto a tudo para ser livre e sobreviver. Esse aspecto do Tejú como um  esqueleto tribal em movimento como se estivesse vivo representa o caráter transitório e perecível da existência...dando sentido ao "receptáculo da vida". Os alquimistas, desde os primórdios, já utilizavam nesse sentido esqueletos como meios de transmutação. O Tejú é o maior lagarto da América do Sul e muito comum nas regiões Nordestina. Mede quase 2 metros de comprimento, da ponta do focinho até a sua cauda. A cauda  é maior que seu corpo, e é usada como arma, funcionando como um chicote que dá dolorosas lambadas nos seus inimigos. Embora uma mordida desse lagarto também possa machucar e causar grandes danos. Como a maioria dos animais silvestres, porém, o Tejú não enfrenta o homem, mas foge quando se sente ameaçado. Bom nadador e capaz de subir em árvores,  não hesita em trepar num arbusto para capturar grilos, borboletas, ou mesmo pequenos vertebrados. É um sobrevivente por excelência.

                                                                                                                                               

    O nosso escudo tem o mesmo formato geométrico dos escudos dos guerreiros Hoplitas. Eles eram cidadãos-soldados da infantaria pesada grega. Os exércitos de hoplitas lutavam corpo-a-corpo em densas colunas na formação falange, eles avançavam sobre o inimigo como se fossem um corpo só, em bloco, golpeando incansavelmente com suas lanças sobre os escudos. Os homens posicionados na parte de trás empurravam os que estavam na frente que usavam o escudo como um muro e golpeavam sobre eles. Essas aterrorizantes batalhas corpo a corpo normalmente eram curtas, mas fatais. Lutar em curta distância nessa formação requeria treinamento e disciplina que se tornaram um estilo de vida aperfeiçoados pelos espartanos. A Grécia formou um exército de cidadãos livres e não mais de mercenários ou de escravos. Essa revolução hoplita ganhou impulso com os hoplitas espartanos, considerados os melhores soldados do mundo até hoje. Foram os primeiros guerreiros profissionais, pois viviam do começo de suas vidas até a sua morte para a arte da guerra. Pergunta-se porque desapareceram...Aristóteles deu a resposta: “Todo o sistema de legislação dos lacônios visa uma parte das qualidades do homem – o valor militar, por este ser útil nas conquistas; consequentemente a força dos mesmos foi preservada enquanto eles estiveram em guerra , mas começou a declinar quando eles construíram um império, porque não sabiam como viver em paz, e não foram preparados para qualquer forma de atividade mais importante para eles do que a militar.” Aristóteles em “Política”. Essa energia guerreira fiz questão de trazer para o nosso brasão central  em forma simbólica  e discreta. Invisível aos olhos de quem vê, ela está presente, mas as pessoas só enxergam se comentarmos.

                                                 

Usamos na parte de cima do escudo o Sol, o Cactos e a Lua. Esses três elementos simbolizam o ciclo nordestino. O esqueleto do Tejú como já foi dito, representa o espírito de sobrevivência e a consciência que nós temos sobre vida e morte. Em baixo e isolado, parecendo um "V" invertido, é a lambda, o equivalente ao nosso "L". É um símbolo usado pelos espartanos em seus escudos que representa a letra inicial da palavra Lacônia como era conhecida a região de Esparta. Esse símbolo representa determinação e força.

                                                                     

OBS: Num acidente de percurso e não planejado nem por mim e nem pelo Jack, o Sol em nosso escudo faz clara alusão ao "Sol de Vergina" símbolo heleno-macedônico usado por Alexandre Magno ou Alexandre o Grande. Essa estrela hoje é usada sob um fundo azul( como no nosso escudo) na bandeira da macedônia grega

                                                            

AS CORES: Não queríamos cores repetitivas, como o amarelo e o vermelho que estão nas maiorias dos escudos, nem cores neutras dominando o escudo, isso não retrataria o espírito do clube. Um belo dia pesquisando na net, primeiramente encontrei fotos dos Boozefighters MC onde as suas cores são um verde forte e um branco. Diferente de todos os outros escudos multicoloridos que tinha visto. Então pensei...é isso! No máximo 3 cores. Foi nesse mesmo dia que encontrei o escudo dos HALLOWED FEW MC, um moto clube muito grande e respeitado nos EUA, formado exclusivamente por agentes da lei, soldados e bombeiros. Achei as cores fantásticas e fui atrás de pesquisar... em seu site eles ditam o azul e o branco. Não queria imita-los, então acrescentamos o preto.

O PRETO está associado em nossa cultura à ideia de morte, luto ou terror, no entanto hoje em dia está mais relacionado ao mistério e à fantasia. Significa também dignidade. O BRANCO associa-se à ideia de paz, calma ou esperança. Também está associado ao frio e à limpeza. Significa luz e pureza. O AZUL é a cor do céu, do espírito e do pensamento. Simboliza a lealdade, a fidelidade, a personalidade e sutileza. Simboliza também o ideal e o sonho.